SENSIBILIDADE: VAMOS PEDIR LICENÇA PRO NOSSO LADO BRUCUTU??

Por Fernanda Mello**

Outro dia – numa roda de amigos – surgiu um assunto sobre o mercado de trabalho. Quando vi, lá estava eu discursando sobre a falta de sensibilidade que insiste em bater ponto. Sim, sensibilidade. Delicadeza. Gentileza. Educação. Respeito. Palavras tão importantes que são facilmente esquecidas nos dias de hoje. Ah, não sei não. Acho uma falta de inteligência danada privilegiar apenas o saber e não valorizar quem tem uma visão generosa do mundo. Acho que a combinação dos dois – conhecimento e sensibilidade – são um prato cheio para viver melhor, crescer pessoal e profissionalmente. Onde eu li isso? Bom, eu não li. Desculpe-me, mas eu só vivi. Nesses tempos em que fiquei sem escrever. (Será que a falta de delicadeza que eu vi gerou um buraco negro que engoliu minhas palavras?). Enfim. Eu não enxergo por aí muito respeito. Gentileza, então, virou gíria dos nossos avós. Nada de bom dia, boa tarde, nem um olhar que te perceba como pessoa. Importante: não gosto de generalizar. Conheci pessoas que – no meio do salve-se quem puder! – dirigiram-se a mim e me agradeceram. Me deram – sem o menor constrangimento – um abraço sincero. Uma ajuda inesperada. Um elogio. Um silêncio na hora certa. Não quero que ninguém confunda minhas reclamações com frescura. Isso pra mim é apenas a boa e velha educação pedindo passagem… Não é preciso dizer obrigada! a cada dez segundos. Mas antes isso do que deixar o nosso lado brucutu (acredite, todo mundo tem um!) falar mais alto e esquecer o que é cordialidade. Você acha esse papo ultrapassado? Chegou, então, a hora de me desculpar. De novo. Acho que a pessoa que desenvolve sua sensibilidade para perceber o outro (seja no trabalho, em casa, na rua ou na fazenda), só tem a ganhar. Uma promoção. Um trabalho melhor. Um namorado novo. Um amigo de verdade. Ou apenas um sorriso que – a meu entender – já vale o esforço.

Foto: Juliana Vaz

**Fernanda Mello: E quem eu sou? Bom, eu sou letra. Música. Paz. Amor. Palavras. Gatos. Uma pá de tatuagens espalhadas.  E muito rock´n roll! Para ser mais exata (ou, para quem não me conhece): meu nome é Fernanda Mello, sou escritora e compositora e vou estar aqui, no blog da Zás, escrevendo sobre o amor. A vida. E o feminino. Espero que curtam!

 

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