PRECONCEITO: EM QUE SÉCULO VOCÊ VIVE?

 

“Bet you thought you solved all your problems

But you are the problem”

(Sex Pistols)

Não existe, em minha opinião, nada mais asfixiante que o preconceito. Não interessa pelo que seja. Discriminar pessoas, lugares ou tradições porque não correspondem ao nosso ideal é – no mínimo – desrespeitoso. Cada um deve ter sua liberdade de SER. E de viver. E não estou falando apenas de raça, sexo ou religião. Estou falando de preconceitos que vão muito além de sermos negros, brancos, ou amarelos. Hetero, bi, ou homossexuais. Católicos, protestantes ou espíritas (sei que a lista é grande, mas não é nisso que vou me focar). O que quero dizer é que infelizmente nós rejeitamos tudo o que nos é diferente. Principalmente no amor. Criticamos quem está solteiro (se estamos casados).  Fazemos piadinhas com quem resolveu chutar o balde e começar de novo (se não temos coragem de mudar nem a cor do esmalte). Viramos a cara para quem não quer ter filhos.  Recriminamos quem faz sexo demais – ou de menos, dependendo de como anda a nossa vida entre quatro paredes. Na verdade, todo comportamento que foge a um padrão pré-estabelecido nos traz medo e insegurança. Aí eu te pergunto: por quê?

Em busca de respostas (que nunca me satisfazem totalmente), fui a uma palestra da psiquiatra e escritora Regina Navarro, que me despertou para o outro lado da moeda. Segundo a escritora, o contexto histórico e cultural de uma época dita os preconceitos da maioria das pessoas em relação ao amor e o sexo.  Pensando assim, será que realmente estamos no século 21? Ou será que vivemos em parte na Idade Média, ou em parte no Iluminismo, com rótulos que vêm nos perseguindo durante milhares de anos?

Está aí uma coisa a se pensar: a queda da sociedade matriarcal. O surgimento do machismo. O amor idealizado (que tanto sofrimento provoca). A vergonha do próprio corpo. A culpa ao sentir prazer. O poder da religião como instituição… São tantos estereótipos antigos que parecem conviver pacificamente com quem somos hoje, apesar de sermos considerados tão… “modernos”.

Sem dúvida, conhecer a nossa história é entender um pouco quem somos. E quem podemos nos tornar num futuro próximo. Sendo assim, termino este texto sem nenhuma conclusão, apenas com um convite: vamos reavaliar NOSSOS CONCEITOS e descobrir onde – ou precisamente, em que século – eles moram.

                                                                                                                                             Foto: Juliana Vaz

**E quem eu sou? Bom, eu sou letra. Música. Paz. Amor. Palavras. Gatos. Uma pá de tatuagens espalhadas.  E muito rock´n roll! Para ser mais exata (ou, para quem não me conhece): meu nome é Fernanda Mello, sou escritora e compositora e vou estar aqui, no blog da Zás, escrevendo sobre o amor. A vida. E o feminino. Espero que curtam!

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