O amor e seus traumas

Por Fernanda Mello**

Todo mundo que já amou e amou direito tem algum trauma. Não tem como fugir. Porque amar é a melhor coisa do mundo. Mas também dói pra cacete  porque – infelizmente – relacionamento é um dos maiores desafios que existem. A gente nunca sai de um amor da mesma forma que entrou e – nesses tantos fins e recomeços – a bagagem vai só aumentando. (E nossa lista de traumas também). Haja paciência para lidar com nossas mudanças internas, inseguranças, incertezas, desconfianças, ciúmes… Haja tolerância para entender que  o outro – aquele que a gente espera que nos compreenda, acima de tudo – também tem uma pá de cicatrizes que (vez por outra) ainda sangram.
E crescer vai se resumindo a isso: por um lado a gente AMADURECE. Por outro, a gente ENDURECE.
E amar passa a ser difícil, não porque o AMOR é uma faca de dois gumes. Mas porque onde existe MEDO (e qualquer derivado dessa forte criança), não tem como o amor chegar. E fazer casa.

Por isso, em homenagem aos meus traumas e às feridas alheias (vai me dizer que você não guarda uma?), eu escrevo esse texto. Porque bagagem boa é bagagem leve. Que a gente segura (sem grande esforço), enquanto o outro toma fôlego. E descansa da vida.

Foto: Juliana Vaz

**Fernanda Mello: E quem eu sou? Bom, eu sou letra. Música. Paz. Amor. Palavras. Gatos. Uma pá de tatuagens espalhadas.  E muito rock´n roll! Para ser mais exata (ou, para quem não me conhece): meu nome é Fernanda Mello, sou escritora e compositora e vou estar aqui, no blog da Zás, escrevendo sobre o amor. A vida. E o feminino. Espero que curtam!

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